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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Curta Documentários 2015

Este ano, as turmas de 8º e 9º anos da Oficina de Cinema da Escola da Ilha estão trabalhando um pouquinho da linguagem do cinema documentário.
 
Estamos utilizando o livro "Luz, Câmera, Ação", da Editora Girassol pensado para o público infanto-juvenil, que divide o cinema em 3 categorias básicas: Animação, Documentário e Ficção.
 
 
 
No livro, são apresentados 6 tipos diferentes de documentário: de natureza e animais; esportivo; relato de viagem; de observação; autoral e biográfico.
 
Em aula, os alunos assistiram trechos e trailers de documentários de cada tipo, como os conhecidos "Nalu pelo mundo - O filme" (2008) como um belo exemplo de documentário esportivo e  "A marcha dos pinguins" (2004) como exemplo diferenciado de documentário sobre natureza, além de um trecho de "Nanook - o esquimó" (1922), primeiro documentário de longa metragem.
 
No início do ano os alunos também assistiram o documentário colaborativo "A vida em um dia" de Kevin Macdonald, que em parceria com Ridley Scott e o Youtube, convocou pessoas do mundo inteiro a enviarem imagens do seu dia, em 24 de julho de 2010, para produção de um documentário experimental que serviria como uma grande cápsula do tempo. 5000 horas recebidas e editadas para uma versão compacta de 1h30.
 
Confira o trailer:
 
 
 
Desafiados a escolherem um tipo de documentário, os alunos se dividiram em 6 grupos, e elegeram os mais diversos temas para se exercitarem no projeto audiovisual.
 
A primeira etapa, em 2 aulas, foi decidir os temas e esboçar um pré-roteiro, já com perguntas e plano de filmagem. A segunda etapa, em 6 aulas, foi fazer as gravações: entrevistas, coleta de depoimentos, pesquisa, imagens para cobrir offs, narrações, etc. E a terceira etapa foi finalizar o roteiro, em 4 aulas, em cima das gravações, para então fazer a edição extraclasse.
 
O projeto levou cerca de 1 mês e meio para ser realizado, com duas aulas semanais com total de 1h40 minutos.
 
Imagem: Acervo pessoal
 
Skate e basquete se tornaram temas de 2 documentários esportivos; a saga dos livros/filmes 'Senhor dos anéis', 'Como fazer um filme?' (inspirado no What´s on da Universal Channel), 'Saneamento básico em Florianópolis' repletos de entrevistas, pesquisa e depoimentos foram temas de 3 documentários autorais; e um vlogger  conhecido do youtube foi tema de um 1 documentário biográfico.
 
Confira os resultados:

Documentário Biográfico:
 
 
Documentários autorais:
 
 
 
Documentários esportivos:
 
 
Obs.: Em breve os demais vídeos!! 
 
Obs.: A qualidade dos vídeos está mais baixa para postagem no blog.
 
Os alunos apontaram ruídos e captura dos áudios; perda de material, além de problemas técnicos na edição como os maiores obstáculos em suas produções.
 
Alguns poderiam ter aprofundando mais na pesquisa e nos 'respiros' entre as entrevistas, além de ter tido mais cuidado nos caracteres e narrações dos vídeos, mas o exercício já valeu para compreenderem um pouquinho de uma linguagem tão bacana como a documental, super utilizada no Brasil, mas pouco socializada nas salas comerciais que eles tem acesso!
 
Trabalhar o cinema documentário é uma ótima maneira de associar passado-presente do cinema, utilizando as cenas cotidianas dos Irmãos Lumière como ponto de partida, além de servir para relacionar o cinema com a linguagem da televisão, com as tradicionais vídeoreportagens dos telejornais e os programas de tv com episódios de caráter documental.

Minuto Lumière 2015

Este ano fui convidada pela querida Luiza Lins a dar uma Oficina de Cinema na 14ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. E optamos por fazer algo diferente dos anos anteriores, com a Oficina de Minuto Lumière, inspirada na 'hipótese cinema' de Alain Bergala e que venho experimentando há pelo menos 4 anos em diversos contextos educativos.
 
Imagem: Imprensa da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
 
Com 3 horas de duração, e com uma turminha esperta de 12 crianças entre 7-10 anos, a ideia era apresentar o início do cinema com uma narrativa lúdica, utilizando elementos que ajudassem na fixação de conteúdo pelo grupo: fotografias, plaquinhas, perguntas, participação ativa, exibição dos primeiros filmes, tudo isso foi utilizado para inspirá-los na hora de produzirem seus micro vídeos.
 

 
Imagens: Imprensa da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
 
"Há quanto tempo existe o cinema? Quem inventou? Como eram os primeiros filmes? Eles tinham histórias?!" foram algumas das questões que os desafiaram a pensar um pouquinho mais sobre o cinema.
 
E após assistirem 8 filmes de curta duração como "A saída da fábrica", "O almoço do bebê", "O regador regado", "A chegada do trem na estação", entre outros, realizados pelos Irmãos Lumière, considerados pioneiros do cinema, enquanto experiência coletiva, a turma foi dividida em 4 trios e cada um ficou responsável em fazer uma releitura dos primeiros filmes do cinema, que eram meras tomadas de cenas cotidianas, sem som direto, com acompanhamento musical, sem cor e de curta duração.
 

 
Imagens: Imprensa da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
 
Eles tiveram que se organizar para decidir quem iria filmar, onde ficaria a câmera, quem iria atuar, que objetos poderiam ajudar na tomada escolhida, além de precisarem se concentrar nos 10 segundos precisos de gravação, refazendo apenas se fosse necessário.
 
Neste pequeno exercício, sugerido por Bergala, é possível ter um primeiro contato com aspectos da produção cinematográfica como o papel da direção, dos produtores, atores e editores. Exige organização, disciplina e concentração, tão necessários no fazer cinematográfico. E funciona como uma ótima iniciação ao universo cinematográfico!!
 
No final, voltamos para o espaço, onde eles foram desafiados a escrever ou desenhar o que mais gostaram da oficina, enquanto eu montava a versão final do vídeo para socializar com eles e para alguns pais que estavam presentes.

 

Imagens: Imprensa da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
 
Entre risadas e sorrisos, ficou a certeza de que eles adoraram produzir os próprios filmes e que essa oficina foi só o começo de uma longa trajetória que eles tem pela frente.
 
 
Imagem: Acervo pessoal
 
Confira o resultado final aqui:
 
 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Oficina de Cinema no NADE 2015

A Profª Mônica Fantin me convidou mais uma vez para dar uma oficina de cinema para seus alunos do NADE Cinema, Infância e Educação, no curso de Pedagogia da UFSC.
 
 
 Em dois encontros de cerca de 2h40, os alunos puderam conhecer um pouco mais sobre a história do cinema, os primeiros filmes, o início da linguagem cinematográfica e alguns grandes marcos como a vinda do som e da cor.
 
Em nosso segundo encontro, apresentei o Minuto Lumière, exercício proposto por Alain Bergala em seu livro "A hipótese cinema", referência importante nas pesquisas que envolvem Cinema e Educação, e exercício que venho trabalhando em diversos contextos educativos, com diferentes faixas etárias e níveis de aprendizado, como estes aqui e aqui.
 
Os alunos do NADE foram então desafiados a produzirem 1 tomada de alguma cena cotidiana com duração de 10 segundos, sem cor, sem som direto e com a câmera parada.
 
É uma atividade simples, mas com grande potencial para iniciar os alunos ao cinema, como afirma Bergala. Se o tempo passar, é preciso refazer a tomada. Se for gravada com a câmera do celular na vertical, também é preciso refazer. Exige concentração, planejamento prévio, experimentação, organização e disciplina, pois o tempo dado para gravação dessa tomada foi de apenas 10 minutos.
 
Reunidas as tomadas, editamos em coletivo no Windows Movie Maker projetado no telão e pudemos visualizar o resultado. Confira abaixo:
 

A atividade também é uma ótima oportunidade para trabalhar noções de edição com a turma.
 
 
E apesar do pouco tempo, foi possível perceber a diversidade de olhares sobre o espaço da universidade. As salas, o banheiro, a calçada, a (favorita) cantina e os corredores.
 
Se exibirmos esse vídeo nos próximos anos, teremos uma percepção semelhante aos vídeos dos Irmãos Lumière. Como era a universidade na época, como as pessoas se vestiam, o que faziam, o que comiam. E ao questionar os alunos se produzir imagens do cotidiano ainda era comum atualmente, os alunos apontaram o uso em reportagens e vídeos caseiros, como o caso das intercambistas portuguesas que enviam seus vídeos da estadia no Brasil para amigos e familiares.
 
Com a popularização dos smartphones, a cena cotidiana se tornou novamente protagonista, como ocorreu com a criação do cinematógrafo dos Irmãos Lumière.
 
Este foi o gancho para comentar sobre o documentário colaborativo "A vida em um dia" de Kevin Macdonald, que em parceria com Ridley Scott e o Youtube, convocou pessoas do mundo inteiro a enviarem imagens do seu dia, em 24 de julho de 2010, para produção de um documentário experimental que serviria como uma grande cápsula do tempo. 5000 horas recebidas e editadas para uma versão compacta de 1h30.
 
Confira o trailer:
 
 
Aproveitando nosso contexto e com pouco tempo, propus que os alunos pensassem em 12 tomadas, retratando sua rotina na universidade e coletivamente construímos um esboço para ser filmado em apenas 10 minutos.
 
 
 4 grupos ficaram responsáveis por fazer 3 tomadas cada um. Foi preciso agilidade, disciplina, organização, colaboração de equipes, produção de objetos, planejamento e execução. Habilidades fundamentais no contexto educativo e no próprio cinema.
 
Feita a edição coletiva no Movie Maker projetado no telão, os alunos puderam visualizar o resultado de seu trabalho. Confira abaixo:
 
  
Na socialização final, alunas comentaram que a experiência do fazer as fizeram ter mais vontade de experimentar a edição e a produção de imagens; outras que a experiência foi divertida e trouxeram um novo olhar sobre os bastidores do cinema; outros alunos comentaram sobre a diversidade de olhares e escolhas da turma para cada tomada; e como em tão pouco tempo foi possível produzir coisas bacanas, que poderão inspirar em suas práticas em sala de aula e trabalhos na universidade. 
 
Trabalhar com cinema é mágico, e com exercícios tão simples é possível promover uma iniciação e contagiar os alunos a se aproximarem cada vez mais do universo cinematográfico, minha grande paixão e motivação! =)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Stop Motion na EJA!

Confira o resultado da primeira atividade com alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) em processo de alfabetização, da Escola Básica Municipal Almirante Carvalhal!! 

A ideia era incentivá-los a formar palavras e frases (dependendo do nível de cada um) para animá-las com a técnica stop motion, via celular com aplicativo específico! Alfabetização dupla: da escrita e do cinema!

Alguns alunos já começaram a compreender a ideia de efeitos visuais e da imagem em movimento, que possibilitou a invenção do cinema há mais de 100 anos.



terça-feira, 9 de abril de 2013

Estética vídeoclipe - Exercícios básicos!

Este ano, os alunos do 1º ano EM estão começando a aplicar alguns conceitos da estética vídeoclipe, como sincronia e ritmo e unindo imagens e sons para transmitir ideias.  

Será que conseguiram?! 

Alunas: Nicolle e Jéssica


Alunos: Fred e Luan

 
Confira outros vídeos de ex-alunos aplicando conceitos da estética vídeoclipe aqui e aqui.
Confira uma entrevista bacana sobre a linguagem do vídeoclipe aqui.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Clube do Professor


Ontem eu peguei minha carteirinha do Clube do Professor e fiquei entusiasmada para as sessões de cinema do mês!! Poderei assistir um filme diferente todo sábado, totalmente de graça e ainda levar um acompanhante!!! Não é demais?!!!

Se você é professor e ainda não fez sua carteirinha, corre pro site e se cadastre!!!!

Aqui em Floripa, as sessões gratuitas ocorrem todo sábado no Espaço Unibanco do Beiramar Shopping. Para conferir os filmes e programação do mês, basta entrar no site

Para dar uma forcinha, quando eu puder, irei publicar a programação e comentar os filmes no meu blog de cinema, ok?!

Abaixo segue a programação de JULHO:

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O Clube do Professor apresenta uma programação que aposta na diversidade, incluindo obras de todas as nacionalidades, filmes inéditos, clássicos e do circuito comercial. O objetivo é ampliar o universo cinematográfico do professor, visando o prazer de ver um bom filme em uma sala especializada, sem o compromisso de um trabalho pedagógico imediato à experiência cinematográfica.

A entrada é gratuita para o portador da carteirinha do Clube do Professor e um acompanhante. É necessário apresentar o RG com a carteirinha. O acompanhante deverá estar presente para obter a sua cortesia.

Consulte este link para mais informações.

07/07
Para Roma com Amor
Florianópolis - Sala 1 - 13h30

14/07
A Era do Gelo 4 - OK
Florianópolis - Sala 2 - 13h40

21/07
Na Estrada - OK

Florianópolis - Sala 4 - 13h30

28/07
Valente - OK (outro dia)

Florianópolis - Sala 4 - 13h20

quinta-feira, 15 de março de 2012

"Esboços de Frank Gehry" de Sydney Pollack 2005


Este documentário foi exibido recentemente na semana de atividades do PPGE - UFSC , com a presença da Profª Dra. Marisa Vorraber Costa para discutir a relação 'cultura e pedagogia' e o papel do pesquisador.

Frank Gehry é um arquiteto contemporâneo, que escolheu o amigo Pollack, que não entendia nada de arquitetura e documentário, para contar um pouco sobre a vida e trabalho desse artista fantástico que não entendia nada de cinema. 

De forma clássica, Pollack consegue reunir em imagens, depoimentos, entrevistas, montagem e uma divertida trilha sonora, um pouco da vida de Gehry e seu processo (fantástico) de criação.

Museu Guggenheim Bilbao, em Bilbao, Espanha

A importância de Gehry para esse período de reflexão sobre a pós-modernidade, está na relação das suas obras arquitetônicas com as tecnologias atuais, numa espécie de simbiose beleza&tecnologia, onde elas só poderiam existir através do computador e seus cálculos precisos. Gehry confronta as regras e 'verdades absolutas' da arquitetura com suas criações exóticas, caóticas, orgânicas, narrativas, que desafiam as leis da física.

A partir do documentário, podemos perceber que Gehry sempre teve uma relação próxima com a arte já na infância, onde sua avó sentava com ele e passavam tardes criando cidades e construções com simples blocos de madeira. Foi essa experiência marcante que influenciou sua escolha profissional. De alguma maneira, quando jovem, ao pensar sobre o que queria fazer da vida, ele se lembrava dos blocos de madeira e das tardes com a avó.

Ele também gostava de desenhar com seu pai e um desses desenhos foi elogiado pelo professor e valorizado pela mãe, que acreditavam que um dia ele seria um grande 'arquiteto'. Dito e feito!

E antes de fazer arquitetura, Gehry fez um curso de cerâmica e já nessa experiência se divertia com as formas imprevisíveis que suas criações em argila ganhavam ao sairem do forno. "Uau! Que beleza! Eu fiz isso?!" 
 

Gehry sempre teve uma relação de medo e fascínio por suas obras. São como filhos, que nascem para o mundo e tem vida própria. Aqui lembrei de Barthes e seu texto "A morte do autor", pois nossas criações deixam de ser nossa ao serem compartilhadas com o 'mundo'. Ganham vida e oferecem múltiplas possibilidades de relações e conexões.

Marisa relacionou este medo e fascínio com as pesquisas que fazemos na pós-graduação. Diz que nós 'inventamos e criamos' os problemas que tratamos em nossos trabalhos, eles não existem e apenas os pescamos, mas são criados por nós. Talvez seria melhor dizer que os identificamos num mundo posto, onde estabelecemos relações e conexões. Marisa diz que pesquisa requer paixão, fascínio pelo processo. Somos apaixonados por ela, ou não conseguimos seguir adiante. "Sem tesão, não há solução". 

Somos pesquisadores-artistas, como Gehry, que trabalha com paixão, teme a rejeição, mas segue em frente, diante de críticas, desafios e problemas. 

Assim como Gehry, nós pesquisadores também nos sentimos confusos, perdidos, com medo de não saber o que fazer e por onde começar. O arquiteto diz que isso é apavorante, mas que criar é assumir riscos.

Em certo momento do documentário observamos Gehry e sua equipe criarem uma nova obra. E para ele há o momento de escuta, de silêncio, de observar e buscar em palavras suas inquietações. "Não sei ainda do que não gosto, mas não gosto."

Em relação a sua profissão, Gehry acredita que se uma pessoa tem uma ideia, porque não experimentar? Ele vive o momento, aproveita as ideias dos outros, relaciona qualquer coisa (moda, pintura, escultura, objeto, desejo, história) e isso o inspira a criar algo novo. Ele diz que é quase mágico e isso me fez pensar sobre o 'punctum' de Barthes. O importante exercício de refletir sobre o que nos toca em relação ao outro, seja pessoa, objeto, artefato, som, filme, etc.Gehry diz que 'todo lugar pode servir de inspiração'.


Gehry fala muito sobre a diferença de ser jovem, cheio de sonhos e anseios, e da experiência de envelhecer e perceber que o que fazemos não se reflete no agora e que o trabalho em equipe é de extrema importância. Ele diz que a perfeição não existe ou não pode ser alcançada. Com o tempo, a frustração diminui e relaxar diante da imperfeição, fica mais fácil.

Em sua arquitetura, Gehry procura respeitar o outro e talvez por isso crie coisas tão caóticas. Suas distorções possibilitam que um prédio velho não seja ofuscado, que a vista do mar não seja exclusiva, que as regras possam ser quebradas e as pessoas possam interagir com suas criações, conectarem-se com elas.

Em certo momento do filme compreendemos, assim como diz Tom Wolfe (A palavra pintada), que diante da beleza e inovação de suas obras, teóricos se apressaram em conceituá-las e classificá-las para que pudessem ter o estatuto de arte.

Já outros críticos questionam as criações de Gehry, enquanto espetáculo e marca. Seriam arte mesmo?!

Gehry é um artista do seu tempo, que imprime em suas obras, incluindo as novas tecnologias, o contexto em que vive. Aqui é importante pensar que a tecnologia não cria, mas projeta, permite, possibilita superar. Esta deve ser a postura da educação diante dessa Era das novas tecnologias. Aproveitá-la como uma ponte, como ferramenta fundamental da expressão e criatividade humanas!

Para ele, a satisfação não está no resultado, mas no processo, na possibilidade do esboço. Do fim como um novo começo. 

Marisa diz que em relação à pesquisa, quando terminamos um trabalho é o melhor momento de publicarmos artigos, revisitá-lo. É o momento de maior inspiração.

Ela também acrescenta que todo risco exige coragem, determinação, disposição, pois não é fácil saltar fora da ordem, duvidar, dobrar e subverter as regras. Gehry e nós, assumimos os riscos, mas não sem medos!

Num diálogo de Gehry e Pollack, podemos refletir sobre a relação comercial e artística de confronto dos artefatos e criações humanas, ou ainda, da relação do trabalho com a necessidade financeira e necessidade da expressão da arte, onde os dois reconhecem ser possível encontrar pequenos espaços, seja na arquitetura ou no cinema, seja na Academia, de dizer algo novo, citando algo velho, de mostrar que há outras coisas além das que já se conhece. 

Para que nossas crianças possam produzir arte, buscando articular realização profissional e criatividade, é preciso resgatar as vivências familiares, tão esvaziadas pelas mídias, segundo Marisa. Ao invés de 'medicar', canalizar sua energia excessiva para a criação, onde as novas tecnologias (tv, computador, internet), artefatos do nosso tempo, possam servir de ferramenta e potência de superação.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"A hipótese cinema" de Alain Bergala

Este livro é uma das maiores referências para aqueles que se dispõem a pesquisar sobre cinema e educação, na perspectiva do fazer cinema-arte. É uma leitura tranquila, gostosa e super importante. Bergala é uma das referências do meu trabalho e pesquisa.

Em junho desse ano, tive a oportunidade de conhecer Bergala de perto numa palestra no 2º Encontro de Cinema e Escola em São Paulo. Acho sua fala um pouco radical, mas ao mesmo tempo há muitos que distorcem suas visões sobre o cinema. Vale a pena ler por conta própria e conhecer seu trabalho!

Trouxe para o blog um pouco das impressões da minha leitura!

Obs.: Este é o livro original (tenho!!), que já possui uma versão em português, recentemente traduzido pelo CINEAD - projeto de pesquisa e extensão da UFRJ sob a coordenação de Adriana Fresquet. A versão em port. ainda não está disponível comercialmente, mas entrando em contato com a editora da UFRJ, talvez exista algum exemplar. Eu só tenho uma cópia do original em port. =(

Alain Bergala é um diretor francês de filmes de ficção e documentários, atua como professor de Cinema na Universidade de Paris III, trabalhou como diretor e editor na revista de cinema Cahiers du Cinema, e foi conselheiro da área de cinema do ministro francês Jack Lang, que em 2000, elaborou um plano de cinco anos para a introdução das artes no ensino fundamental.

Bergala tem uma experiência com cinema, dentro e fora da escola, de mais de 20 anos e formulou sua ‘hipótese-cinema’, considerando o cinema enquanto arte, para tentar responder a questão “Como ensinar o cinema no âmbito da escola?!” 

A hipótese – análise e criação

Para Bergala a questão não é ensinar, mas iniciar os alunos à arte do cinema. Nesta obra, o autor traz propostas precisas do que fazer e não fazer no contexto escolar. 

Para o autor, o cinema deve ser utilizado, enquanto arte (criação do novo), para promover o encontro com a alteridade, como uma forma do espectador relacionar sua existência a partir da visão do outro, compreendendo o mundo a partir de um olhar diferenciado, sensibilizado a partir da experiência do contato.

“A arte, para permanecer arte, deve permanecer um fermento de anarquia, de escândalo, de desordem. A arte é por definição um elemento perturbador dentro da instituição. Ela não pode ser concebida pelo aluno sem a experiência do ‘fazer’ e sem contato com o artista, o profissional, entendido como corpo ‘estranho’ à escola, como elemento felizmente perturbador de seu sistema de valores, de comportamentos e de suas normas relacionais.” (BERGALA, 2008: p.30)

Bergala diz que Godard considera a cultura como ‘regra’ e a arte como ‘exceção’, no sentido que de não possa ser ensinada, mas encontrada, experimentada e transmitida de outras formas além do discurso do saber. “A arte deve permanecer na escola como uma experiência a parte.” (Bergala, 2008: p.31)

O autor não sabe ao certo se é na escola o verdadeiro espaço para acolher a arte, mas para muitas crianças, é o único lugar onde isso seria possível.

O que ele sugere como abordagem é formar um espectador que vivencie as emoções do criador de um filme. Pensar o filme através do seu autor. Por essa razão, ele não acredita que se deva partir do conhecido para abordar o menos conhecido, pois isso conduz a um afastamento da singularidade do cinema. Para ele, analisar alguns filmes não é suficiente para promover uma mudança no olhar da criança, pois o trabalho para formação do gosto é longo e demorado. O gosto, diferente da opinião, não pode ser negociado, pois é formado a partir da singularidade de cada pessoa, no íntimo de cada um.

Aqui entendo que para ele, não é possível fazer a criança deixar de gostar de alguma coisa, por mais ‘medíocre’ que se seja, pois o ‘bom’ e ‘ruim’ são definidos exatamente pelo gosto. Ao mesmo tempo, Bergala insiste que não se deve perder tempo com ‘filmes ruins ou medíocres’. Ou seja, ele problematiza a questão do gosto, mas define o que para ele seria um bom e mau cinema, e neste sentido acho autoritário e contraditório.

Ele diz que a “arte que se contenta em enviar mensagens não é arte, mas um veículo indigno da arte: isso vale para o cinema”. (Bergala, 2008: p.48) Um filme-arte é duradouro, “permanece vivo, contraditório, irritante e fascinante, cheio de invenções, que continua dando o que pensar quarenta anos depois de sua realização.” (Bergala, 2008: p.49) Por essa razão é natural que num primeiro encontro com um filme-arte, possa haver rejeição violenta, dificuldade de acesso, irritação, onde ainda representa uma possibilidade a ser trabalhada. O problema é quando a atitude for de indiferença, nada tocar o espectador de nenhuma forma.

Desafios para a escola

Bergala considera importante a escola preservar um acervo de filmes alternativos aos de cinema de puro consumo, para que os alunos possam ter autonomia de ver e rever um filme e ter acesso com mais facilidade.

4 propostas e desafios para o professor:

-Organizar a possibilidade do encontro com os filmes

Considerando que um primeiro encontro pode provocar revolta e choque, não é uma tarefa fácil, mas é necessário promover encontros dos alunos com filmes-arte, seja em sessões de cinema, em sala de aula ou cineclubes.

-Designar, iniciar, tornar-se passador

Diferente de muitas teorias pedagógicas, Bergala diz que o gosto pessoal do professor e sua relação íntima com as obras de arte é de extrema relevância, pois “quando aceita o risco voluntário, por convicção e por amor pessoal a uma arte, de se tornar ‘passador’, o adulto muda de estatuto simbólico, abandonando por um momento o seu papel de professor, tal como definido e delimitado pela instituição, para retomar a palavra e o contato com os alunos de um outro lugar dentro de si”. (Bergala, 2008: p.64)

-Aprender a freqüentar os filmes

Bergala sugere que as crianças sejam espectadoras-criadoras, fazendo uma leitura criativa do filme, não apenas analítica e crítica. A escola muitas vezes exige resultados rápidos e precisos, a partir de uma única exibição de um filme, fazendo às vezes, uma análise muito superficial, quando cada criança tem um tempo diferente de receber e relacionar-se com uma obra de arte. Ele considera de extrema importância respeitar este tempo. “O verdadeiro encontro com a arte é aquele que deixa marcas duradouras”. (Bergala, 2008: p.100)

-Tecer laços entre os filmes

O autor considera importante relacionar obras do presente e do passado, tecendo laços e buscando trabalhar uma consciência dessa relação, pois é importante “compreender como toda obra é habitada pelo que a precedeu ou lhe é contemporâneo, na arte em que ela surgiu e nas artes vizinhas, inclusive quando seu autor não o percebe ou o contesta.” (Bergala, 2008: p.68)

A importância do criar

Além de ir ao encontro do cinema-arte, Bergala considera ainda mais importante que os alunos tenham a experiência da criação. O fazer como aprendizado. Mas ressalta que o professor não deve exigir ou esperar que os filmes sejam narrativos, compreensíveis e bem acabados, pois é complexa a criação de uma história “com imagens e sons, decupagem, encenação, ritmos e significações” e demanda anos de maturação. (Bergala, 2008: p.175)

Ele ressalta a importância da experiência individual de cada aluno, em algum momento, já que na instituição escolar é normal haver divisões e papéis já formados. Esta oportunidade individual pode gerar autoconfiança nos alunos, e revelar habilidades até então desconhecidas, tanto para si, quanto para o grupo.

Perigos do storyboard

Em recente palestra no “Encontro de cinema e escola” em São Paulo (2011), Bergala afirmou desaprovar o uso de storyboard em sala de aula. Já no livro, ele defende que nenhum cineasta imagina primeiro uma cena em planos para depois visualizar o conjunto, mas sim o contrário, por isso submeter os alunos a desenharem o que planejam filmar seria inválido, porém ele cita uma experiência bem sucedida de composição planos com fotografias, para que os alunos pudessem visualizar e refletir sobre suas idéias, antes de executá-las, e neste sentido, não deixaria de ser uma forma de storyboard com uma diferença importante, desenhar é criar e depende de habilidades profissionais, que de fato, as crianças em maioria ainda não têm, mas com fotografias, elas estão compondo com o que já existe, e aí sim, pode ajudar a planejar e experimentar suas idéias antes de filmá-las. Ele diz que a máquina digital e  sua possibilidade de fotografar e manipular instantaneamente os resultados, observando e discutindo em grupo, tem “a vantagem de obrigar a pensar numa decupagem, e a se recolocar a cada imagem, a questão do ponto de vista, do eixo e da distância.” (Bergala, 2008: p. 194)

Sistematizando ‘a hipótese’

Após fazer este percurso na obra de Bergala, considero importante destacar os pontos principais de sua proposta que poderiam ser aplicados na prática em qualquer contexto escolar.

-Trabalhar com o cinema arte promovendo um encontro com a alteridade.
-Análise minuciosa de filmes ou trechos de filmes de arte a partir de um tema ou questão do cinema.
-Escola preservar um acervo de filmes alternativos aos de cinema de puro consumo.
-Organizar a possibilidade do encontro com os filmes (cineclube, cinema, sala de aula)
-Designar, iniciar, tornar-se passador (seleção de filmes sem desconsiderar o gosto pessoal)
-Aprender a freqüentar os filmes (rever os filmes, respeitando o tempo da criança)
-Tecer laços entre os filmes (relação cinema passado-presente)
-Decomposição de planos com fotografia digital
-Edição não-linear como oportunidade para repensar a criação.
-Alunos terem a oportunidade de criar algo individual e coletivamente
-Exercício: Minuto Lumiére  - resgate do primeiro cinema

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CINEMA BRASILEIRO

Propostas de temáticas - características principais

1. VIOLÊNCIA URBANA

Tragédias nacionais - Início da Déc. 10


Zé Pequeno em "Cidade de Deus" de Fernando Meirelles 2002

-As primeiras produções nacionais eram apenas vistas nacionais, feitas por estrangeiros em território brasileiro.

-O primeiro filme de ficção nacional foi “Os estranguladores” 1908, baseado num crime famoso da época no Rio de Janeiro.

-Observa-se a presença da violência urbana em diversos filmes atuais baseados em acontecimentos reais (tragédias nacionais tão evidenciadas na mídia) como: Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite e Parada 174.


2. LITERATURA BRASILEIRA

Adaptação de obra/filme - Início na Déc. 10


Brás Cubas em “Memórias Póstumas” de André Klotzel 2001


-Percebe-se que desde o início da produção nacional, eram realizadas adaptações de obras literárias brasileiras, que permanecem evidentes até hoje.

-Principais inspirações: Machado de Assis, Monteiro Lobato, Aluísio Azevedo, Dias Gomes, Eça de Queirós, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Joaquim Manuel de Macedo, José Lins do Rego, José de Alencar, João Cabral de Melo Neto, Lima Barreto, Mário de Andrade, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues, Jorge Amado, Marcelo Rubens Paiva, Jô Soares, Chico Buarque.

-Adaptações de destaque obra/filme: O Guarani 1916, O Cangaceiro 1953, O Saci 1953 e Jeca Tatu (c/ Mazzaropi) 1959, Vidas Secas 1963, Meninos de Engenho 1965, A Hora e a Vez de Augusto Matraga 1965, Macunaíma 1969, Toda Nudez Será Castigada 1973, Dona Flor e Seus Dois Maridos 1976, Morte e Vida Severina 1977, O Cortiço 1978, Feliz Ano Velho 1982, A Hora da Estrela 1985, O Pagador de Promessas 1988, Policarpo Quaresma – Herói do Brasil 1988, O Xangô de Baker Street 2001, Abril Despedaçado 2001, Memórias Póstumas de Brás Cubas 2001, O Crime do Padre Amaro 2005, Vestido de Noiva 2006, Budapeste 2009

3. CINEMA EDUCATIVO

Governo, nacionalismo e censura - Déc. 30 - 70


“O Descobrimento do Brasil” de Humberto Mauro 1937


-Interferência do governo na produção nacional: incentivos, teor educativo e censura

-Regimes de ditadura investem na produção de seus respectivos países (Alemanha e Itália), por considerar o cinema um grande veículo de manipulação e conscientização de massas.

-Getúlio Vargas na déc. 30 contribuiu para a produção nacional, com foco em “apresentar o Brasil para Brasil” e ajudar a esclarecer a população em relação à própria história, ciência, hábitos de higiene, além de fazer propaganda política nacionalista “o governo é bom para o povo”. Criou uma série de decretos e incentivos para estimular a produção nacional e obrigar a exibição de pelo menos um curta nacional antes de qualquer sessão de cinema.

-No decorrer dos anos instituições governamentais foram criadas para controlar e incentivar a produção nacional e exibição de filmes nacionais e estrangeiros no território nacional. Ex: INCE 1936, INC 1956, Embrafilme 1969, ANCINE 2002

-Hoje não se vê filmes com teor educativo nas salas de cinema, mas percebe-se a valorização dos vídeos institucionais do governo, produzidos com qualidade e passando mensagens positivas.

-A melhor contribuição do cinema educativo foi a interferência do governo no cinema nacional, garantindo a produção, criando o incentivo fiscal (dinheiro de impostos para fazer filmes) e controlando o conteúdo que entra e saí do país, porém a censura (calar a boca) foi negativa em diversos aspectos, entre eles, o exílio de diversos cineastas e a proibição na produção e exibição de diversos filmes.


-Principais contribuições: Edgar Roquette-Pinto (educador) e Humberto Mauro (cineasta)


4. CHANCHADAS

Comédias populares – Déc. 40 – 60


Atores: Oscarito e Grande Otelo

-Após tentativas frustradas de empresários tentarem estabelecer o padrão industrial de Hollywood no território nacional com a criação de estúdios como a “Vera Cruz” e “Cinédia”, a produção nacional se voltou para outro foco - filmes com humor, de caráter popular, geralmente satirizando os filmes norte-americanos. Eram adicionados temas do cotidiano nacional, usado um teor carnavalesco e o personagem do malandro carioca.

-Com a vinda do cinema sonoro no final da Déc. 20, os musicais explodiram no mundo e com as chanchadas não foi diferente. Diversas chanchadas musicais fizeram parte da produção nacional.

-Os críticos de cinema desprezavam as chanchadas, mas eram populares e campeãs de bilheteria, por isso duraram por muito tempo.

-Os atores popularmente conhecidos como “Grante Otelo” e “Oscarito” fizeram diversos filmes juntos e são os maiores destaques das chanchadas.

-Na déc. 40 a produtora Atlântida desistiu de fazer melodramas – fracasso de bilheteria e passou a investir nas chanchadas.

- Um tipo original foi criado pelo comediante Mazzaropi, que encarnou o caipira simplório, de grande empatia com o público. "Sai da Frente", "Nadando em Dinheiro" e "Candinho" foram alguns de seus filmes de destaque.

-Na déc. 50 e 60, as comédias populares e seus respectivos artistas migraram para televisão brasileira.


Destaques: “Este mundo é um pandeiro” 1947 de Watson Machado, “Nem sansão nem dalila” 1954 de Carlos Manga


5. CINEMA NOVO

Movimento cinematográfico e estético – Déc. 50- 70


“Deus e o Diabo na Terra do Sol” de Glauber Rocha 1964


-Inspirado no neo-realismo italiano e nouvelle vague francesa

-Usava o slogan “Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão” – mais realidade, mais conteúdo e menor custo

-Explorava novas formas de filmar com câmeras mais leves e fáceis de manusear

-Era contra o padrão industrial de Hollywood

-Buscava uma identidade para o cinema nacional

-Retratava a realidade, promovendo a reflexão sobre os grandes contrastes sociais, a fome, a seca no nordeste, problemas urbanos, cultura de massas, marginalidade, miséria e a violência.

-Uso de personagens como o jagunço, operário, imigrante, marginal, ntelectual, cidadão de classe média, político


-Principais cineastas: Glauber Rocha, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra e Rogério Sganzerla


-Principais filmes: "Deus e o diabo na Terra do Sol” e “Terra em transe” de Glauber Rocha, “Vidas Secas” e “Rio 40 graus” de Nelson Pereira dos Santos, “Os fuzis” de Ruy Guerra, “A grande cidade” de Cacá Diegues


6. OUTRAS INFLUÊNCIAS


Existem outras contribuições para o cinema nacional como os ciclos regionais, cinema marginal, cinema undigrundi, cinejornais (documentários), pornochanchada e cinema da retomada, porém as listadas são mais facilmente notadas nas produções atuais (circuito comercial).


CONSIDERAÇÕES FINAIS


Percebe-se que os filmes feitos hoje, sofrem influência de todas as fases da história do cinema brasileiro. Há os filmes de caráter cômico e personagens caricaturados como Didi, Xuxa e atores globais, além da linguagem aplicada na telenovela. Há também os filmes que abordam a realidade da violência urbana no país. Filmes de baixo orçamento, financiados pela lei de incentivo fiscal e valorização da cultura nacional. Mais difícil que fazer filmes, é exibir e competir com produções financeiramente superiores, como as de Hollywood e conseguir interessar os espectadores brasileiros diante de um leque de opções unidos a falta de conscientização e mobilização da população para estimular e continuar estimulando a produção nacional.