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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Curta Documentários 2015

Este ano, as turmas de 8º e 9º anos da Oficina de Cinema da Escola da Ilha estão trabalhando um pouquinho da linguagem do cinema documentário.
 
Estamos utilizando o livro "Luz, Câmera, Ação", da Editora Girassol pensado para o público infanto-juvenil, que divide o cinema em 3 categorias básicas: Animação, Documentário e Ficção.
 
 
 
No livro, são apresentados 6 tipos diferentes de documentário: de natureza e animais; esportivo; relato de viagem; de observação; autoral e biográfico.
 
Em aula, os alunos assistiram trechos e trailers de documentários de cada tipo, como os conhecidos "Nalu pelo mundo - O filme" (2008) como um belo exemplo de documentário esportivo e  "A marcha dos pinguins" (2004) como exemplo diferenciado de documentário sobre natureza, além de um trecho de "Nanook - o esquimó" (1922), primeiro documentário de longa metragem.
 
No início do ano os alunos também assistiram o documentário colaborativo "A vida em um dia" de Kevin Macdonald, que em parceria com Ridley Scott e o Youtube, convocou pessoas do mundo inteiro a enviarem imagens do seu dia, em 24 de julho de 2010, para produção de um documentário experimental que serviria como uma grande cápsula do tempo. 5000 horas recebidas e editadas para uma versão compacta de 1h30.
 
Confira o trailer:
 
 
 
Desafiados a escolherem um tipo de documentário, os alunos se dividiram em 6 grupos, e elegeram os mais diversos temas para se exercitarem no projeto audiovisual.
 
A primeira etapa, em 2 aulas, foi decidir os temas e esboçar um pré-roteiro, já com perguntas e plano de filmagem. A segunda etapa, em 6 aulas, foi fazer as gravações: entrevistas, coleta de depoimentos, pesquisa, imagens para cobrir offs, narrações, etc. E a terceira etapa foi finalizar o roteiro, em 4 aulas, em cima das gravações, para então fazer a edição extraclasse.
 
O projeto levou cerca de 1 mês e meio para ser realizado, com duas aulas semanais com total de 1h40 minutos.
 
Imagem: Acervo pessoal
 
Skate e basquete se tornaram temas de 2 documentários esportivos; a saga dos livros/filmes 'Senhor dos anéis', 'Como fazer um filme?' (inspirado no What´s on da Universal Channel), 'Saneamento básico em Florianópolis' repletos de entrevistas, pesquisa e depoimentos foram temas de 3 documentários autorais; e um vlogger  conhecido do youtube foi tema de um 1 documentário biográfico.
 
Confira os resultados:

Documentário Biográfico:
 
 
Documentários autorais:
 
 
 
Documentários esportivos:
 
 
Obs.: Em breve os demais vídeos!! 
 
Obs.: A qualidade dos vídeos está mais baixa para postagem no blog.
 
Os alunos apontaram ruídos e captura dos áudios; perda de material, além de problemas técnicos na edição como os maiores obstáculos em suas produções.
 
Alguns poderiam ter aprofundando mais na pesquisa e nos 'respiros' entre as entrevistas, além de ter tido mais cuidado nos caracteres e narrações dos vídeos, mas o exercício já valeu para compreenderem um pouquinho de uma linguagem tão bacana como a documental, super utilizada no Brasil, mas pouco socializada nas salas comerciais que eles tem acesso!
 
Trabalhar o cinema documentário é uma ótima maneira de associar passado-presente do cinema, utilizando as cenas cotidianas dos Irmãos Lumière como ponto de partida, além de servir para relacionar o cinema com a linguagem da televisão, com as tradicionais vídeoreportagens dos telejornais e os programas de tv com episódios de caráter documental.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Oficina de Cinema no NADE 2015

A Profª Mônica Fantin me convidou mais uma vez para dar uma oficina de cinema para seus alunos do NADE Cinema, Infância e Educação, no curso de Pedagogia da UFSC.
 
 
 Em dois encontros de cerca de 2h40, os alunos puderam conhecer um pouco mais sobre a história do cinema, os primeiros filmes, o início da linguagem cinematográfica e alguns grandes marcos como a vinda do som e da cor.
 
Em nosso segundo encontro, apresentei o Minuto Lumière, exercício proposto por Alain Bergala em seu livro "A hipótese cinema", referência importante nas pesquisas que envolvem Cinema e Educação, e exercício que venho trabalhando em diversos contextos educativos, com diferentes faixas etárias e níveis de aprendizado, como estes aqui e aqui.
 
Os alunos do NADE foram então desafiados a produzirem 1 tomada de alguma cena cotidiana com duração de 10 segundos, sem cor, sem som direto e com a câmera parada.
 
É uma atividade simples, mas com grande potencial para iniciar os alunos ao cinema, como afirma Bergala. Se o tempo passar, é preciso refazer a tomada. Se for gravada com a câmera do celular na vertical, também é preciso refazer. Exige concentração, planejamento prévio, experimentação, organização e disciplina, pois o tempo dado para gravação dessa tomada foi de apenas 10 minutos.
 
Reunidas as tomadas, editamos em coletivo no Windows Movie Maker projetado no telão e pudemos visualizar o resultado. Confira abaixo:
 

A atividade também é uma ótima oportunidade para trabalhar noções de edição com a turma.
 
 
E apesar do pouco tempo, foi possível perceber a diversidade de olhares sobre o espaço da universidade. As salas, o banheiro, a calçada, a (favorita) cantina e os corredores.
 
Se exibirmos esse vídeo nos próximos anos, teremos uma percepção semelhante aos vídeos dos Irmãos Lumière. Como era a universidade na época, como as pessoas se vestiam, o que faziam, o que comiam. E ao questionar os alunos se produzir imagens do cotidiano ainda era comum atualmente, os alunos apontaram o uso em reportagens e vídeos caseiros, como o caso das intercambistas portuguesas que enviam seus vídeos da estadia no Brasil para amigos e familiares.
 
Com a popularização dos smartphones, a cena cotidiana se tornou novamente protagonista, como ocorreu com a criação do cinematógrafo dos Irmãos Lumière.
 
Este foi o gancho para comentar sobre o documentário colaborativo "A vida em um dia" de Kevin Macdonald, que em parceria com Ridley Scott e o Youtube, convocou pessoas do mundo inteiro a enviarem imagens do seu dia, em 24 de julho de 2010, para produção de um documentário experimental que serviria como uma grande cápsula do tempo. 5000 horas recebidas e editadas para uma versão compacta de 1h30.
 
Confira o trailer:
 
 
Aproveitando nosso contexto e com pouco tempo, propus que os alunos pensassem em 12 tomadas, retratando sua rotina na universidade e coletivamente construímos um esboço para ser filmado em apenas 10 minutos.
 
 
 4 grupos ficaram responsáveis por fazer 3 tomadas cada um. Foi preciso agilidade, disciplina, organização, colaboração de equipes, produção de objetos, planejamento e execução. Habilidades fundamentais no contexto educativo e no próprio cinema.
 
Feita a edição coletiva no Movie Maker projetado no telão, os alunos puderam visualizar o resultado de seu trabalho. Confira abaixo:
 
  
Na socialização final, alunas comentaram que a experiência do fazer as fizeram ter mais vontade de experimentar a edição e a produção de imagens; outras que a experiência foi divertida e trouxeram um novo olhar sobre os bastidores do cinema; outros alunos comentaram sobre a diversidade de olhares e escolhas da turma para cada tomada; e como em tão pouco tempo foi possível produzir coisas bacanas, que poderão inspirar em suas práticas em sala de aula e trabalhos na universidade. 
 
Trabalhar com cinema é mágico, e com exercícios tão simples é possível promover uma iniciação e contagiar os alunos a se aproximarem cada vez mais do universo cinematográfico, minha grande paixão e motivação! =)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Mélies - O mágico em 'Minuto Méliès' Escola da Ilha 2014

Apresento aqui os "Minutos Méliès" produzidos neste 1º Bimestre pelos alunos do 8º e 9º anos da Oficina de Cinema da Escola da Ilha, 2014.


Esta atividade possui 6 regras básicas:

-duração de 60 segundos
-uso de trucagens
-câmera parada
-sem cor
-sem som direto
-trilha instrumental

O intuito desta atividade é apresentar aos alunos, o grande pioneiro, Georges Méliès, conhecido como pai das trucagens no cinema, relacionando seu legado e sua participação na história do cinema aos atuais efeitos especiais, ou até às trucagens contemporâneas de Zach King, feitas e compartilhadas pelo celular, no aplicativo Vine.
 
  O quadro 'Detetive virtual' do Fantástico
ensina alguns truques de Zach King
 
Em aula, assistimos alguns dos curtos filmes de Méliés, como "As cartas vivas" e "O homem de várias cabeças", seu famoso "Viagem à lua" (1902)" e um trecho de "A invenção de Hugo Cabret", de Martin Scorsese (2012), que mescla a história fictícia de Hugo, com traços da história de Méliès.

 
Além disso, os alunos assistiram às trucagens realizadas nos anos anteriores, e esboçaram algumas ideias, para então experimentá-las nas filmagens e na edição de vídeo.

Alguns alunos aprendem a filmar e a editar nesta oficina, mas outros já trazem um repertório de experiência e conhecimento em filmagem e edição super ricos, que tornam o exercício ainda mais interessante.
 
Confira o resultado:

Alunos do 9º ano: Gabriel Donadel, Pedro e Vinicíus

Alunos do 8º ano: Eric, Gustavo Anthony, Marcelo e Bruno

Alunas do 8º ano: Manoela, Maria Eduarda e Julia

Alunos do 8º ano: Lucas, Gabriel Bassetti e Victor

Alunos do 8º ano: Augusto, Caio e Juan

Alunos do 9º ano: Gustavo Hellmann, Gui Barcellos, Artur e Paul

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Translitorânea - o despertar do olhar sensível!

Olá, pessoal! Estamos em 2014 e a Oficina de Cinema da Escola da Ilha deste ano está ainda melhor!
 
Para iniciar a socialização dos nossos trabalhos, farei um relato de experiência com os alunos do 2º EM, que este ano, entram em contato com o universo cinematográfico, através da fotografia.
 
A ideia é sensibilizar seus olhares para o mundo das imagens, além de ampliar seu repertório, para que múltiplas e ricas leituras possam ser feitas diante de tudo que tem contato.
 
Iniciamos o ano fazendo fotografias livres e debatendo sobre suas fotos e o que elas transmitem para cada um.
 
      Autora: Nicolle                                              Autor: Luan 

Para que esta discussão ficasse ainda mais rica, visitamos a exposição Translitorânea de Andrea Eichenberger, no Museu da Escola Catarinense, numa deliciosa tarde de quinta-feira, atividade extraclasse, que os alunos voluntariamente toparam fazer, tornando a experiência ainda mais interessante.
 
A exposição “Translitorânea”, de Andrea Eichenberger, que conquistou o Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais 2013 e reúne imagens fotográficas captadas ao longo da BR-101, uma das maiores rodovias do Brasil que corta o país de norte a sul. Com uma extensão de 4.542 quilômetros, ela segue o litoral em seu sentido longitudinal, com ponto inicial em Touros (RN) e término em São José do Norte (RS). Na mostra “Translitorânea”, o público poderá observar a margem da rodovia de maneira particular, para além de um lugar de passagem.
 
A exposição
 
Das centenas de fotos coletadas na viagem, o curador Michel Poivert, crítico e historiador da arte, professor na Universidade de Paris 1 Panthéon Sorbonne, escolheu 30. Com o foco na vida, as imagens apontam para singularidades visuais, à diversidade sociocultural, interligam diferenças, semelhanças e contrastes. O trabalho estabelece um ponto de encontro entre a arte e a antropologia e inscreve-se nas discussões atuais sobre fotografia documental.


Em aula, expliquei o nome da exposição, a proposta da autora e o que eles iriam encontrar, mas deixando algumas surpresas para o momento (como a máquina de escrever) e a ausência de título ou 'explicação' para as fotos.
 
Primeiro deixei eles explorarem o espaço, e depois pedi que cada um escolhesse a foto que mais chamou sua atenção e todos nós nos reunimos para discutir a foto escolhida.
 



Cada aluno dizia porque havia escolhido aquela foto e as justificativas eram variadas. Em seguida, eu perguntava se mais alguém havia feito a mesma leitura ou alguma leitura diferente do colega. Em cada foto, as intervenções e colocações eram diferentes.
 
Seguem algumas:



O Luan escolheu essa foto porque o rosto tampado o incomodava e intrigava. Será que ele não quis aparecer ou foi a fotógrafa que pediu para ele tampar o rosto? E a Jéssica também escolheu esta foto porque lembrava do filme Homem de ferro 2 e achou a foto posada. Discutimos então sobre a ideia dos 'arranjos inconscientes' de Walker Evans, comentado por Andrea em entrevista ao Missão Casa, de coisas que estão dadas e parecem prontas para serem fotografadas.
 

O Gianluca escolheu esta foto porque achava a senhora simpática. Jéssica comentou que a senhora a fez lembrar da avó, que tem uma cadeira muito parecida e que às vezes tinha que ficar horas ouvindo a avó falar.  Discutimos sobre o tempo de vida dos idosos e como esse tempo os tornam contadores de histórias.
 
 
Renan escolheu essa foto porque lembrava uma foto que seus avós tinham na parede. Falamos sobre o vínculo afetivo que influencia nossa relação com as fotos. Falamos também sobre a direção de arte no cinema, como os objetos e cenários contribuem para revelar traços da personalidade dos personagens, mesmo que conscientemente o espectador não perceba.
 

O sensível Antônio escolheu essa foto porque ficou imaginando para onde estaria indo essa mulher. Conversamos sobre a presença da bagagem. Se fosse viajar sozinha, muita bagagem, se fosse tudo que tinha na vida, pouca bagagem.
 

A Clara escolheu esta foto porque as fotos das crianças a intrigavam. Todos acreditavam que eles eram pais das crianças e elas haviam morrido ou desaparecido. Quando contei que eles eram fotógrafos (e foi a única foto que revelei o que sabia sobre), todos ficaram muito surpresos, e provoquei-os para pensarem o que mais eles haviam concluído das fotos, que poderia facilmente ser descontruído com outra hipótese.
 

Frederico escolheu esta foto, a maior da exposição, porque achou a foto equilibrada, leve e 'um sofá no meio do nada' é intrigante. Alguns acharam o sofá bem conservado para ter sido encontrado no meio do nada, outros disseram que por não verem o sofá inteiro, não teria como saber o seu real estado. A maioria acredita que o sofá tenha sido mexido para a fotógrafa conseguir a foto, contrariando novamente a ideia dos 'arranjos inconscientes'.
 
Houveram outras fotos, mas não foram encontradas no blog da autora, para aqui colocar:
 
Foto dos pedreiros de laranja - o ar seguro do homem ao centro da foto intrigava Nicolle. Jéssica lembrou da famosa foto dos trabalhadores no topo do Empire State nos EUA. Perguntei porque ela achava que eles eram trabalhadores da construção e ela apontou para a logo de uma construtora no uniforme laranja e deduziu que eles estavam sentados em sacos de cimento. Achei curiosa sua observação, já que eu mesma não havia reparado neste detalhe e achava que eles eram garis pela cor de seu uniforme. Conversamos sobre como os detalhes das fotos podem oferecer informações sobre as pessoas e lugares retratados.
 
Foto da quadra vazia - A Ingrid achou a foto bem composta, equilibrada e simétrica. O céu da foto chamava sua atenção. Um aluno achou a quadra deteriorada e abandonada. Outros ficaram surpresos porque não prestaram atenção nisso.

Outras fotos comentadas:
 

Antônio destacou a religiosidade muito presente nesta foto  e em outras (tatuagem de jesus, cruz, imagem de jesus emoldurada pelo pneu) e alguns defenderam que a fotógrafa compôs os elementos para esse fim, contrariando a ideia de 'arranjos inconscientes' novamente.
 
Também falamos sobre a relação das fotos. Pessoas diferentes em lugares diferentes e como a profissão na maioria das fotos está em destaque. Pessoas marginalizadas, que fazem parte do nosso dia-dia, mas que muitas vezes não percebemos sua presença.
 
No final da visita, com duração de 1 hora, pedi para os alunos comentarem sobre a experiência de ter ido à exposição.

Todos disseram que gostaram bastante e alguns alunos disseram que se não fosse pela escola, não teriam ido na exposição, e outros dois alunos disseram que teriam ido porque costumam ir com os pais em museus e exposições. Falamos sobre a sensibilidade do olhar, através do repertório construído, e como a influência dos pais contribuiu para isso. Para alguns, foi a primeira vez que eles foram numa exposição de fotografia ou museu.

Alguns alunos também disseram que se tivessem ido sozinhos, talvez teriam passado rapidamente pelas fotos e achado tudo uma baboseira (palavras deles), mas ao conhecer o contexto da exposição, e debaterem com os colegas, a exposição se tornou interessante. E que a oficina de cinema está ajudando nesse aspecto. (ponto pra profe!) 
 
Nós conversamos bastante em aula, sobre a sensibilidade do olhar e ampliação do repertório para que ele se torne mais rico e permita múltiplas leituras do mundo e da própria arte. Uma aluna então, que é bailarina, falou de uma dança contemporânea que seu grupo apresentou no ano passado e o público não compreendeu a proposta. É preciso preparar o público e educar seu olhar para que fique mais sensível diante do mundo que se apresenta para si.
 
E por fim, alguns acreditavam que as fotos deveriam ter explicações ou títulos, e outros disseram que é por não ter, que a imaginação sobre as fotos é mais livre. Falamos então sobre a ideia de encontro com as fotos, proposta pela autora, a riqueza dos diferentes olhares quando não se sabe tudo sobre a obra ou foto, e a importância de manter a 'mente aberta' para a possibilidade de fazer ( e receber) as inúmeras leituras possíveis.
 
Enfim, estes foram alguns pontos levantados e que podem ajudar outros professores (e interessados) a pensar em diferentes maneiras de sensibilizar os olhares de seus alunos sobre a arte, sobre a fotografia e sobre o cinema!
 
Bora?! =)

Confira a entrevista da autora:

 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Funções no cinema!!

Será que algumas funções não tem importância?!

Videoclipes 2013

No 1º e 2º Bimestre deste ano, os alunos  do 1º E.M. da Oficina de Cinema da Escola da Ilha, tiveram contato com a História e Teoria da Montagem  do Cinema para entender melhor a estética videoclipe.
 
Unir som e imagem para potencializar uma ideia é o princípio básico da estética videoclipe e pode ser encontrado também em trailers de filmes, séries, comerciais, filmes e afins. 
 
O uso da sincronia do som e imagem, explorando o ritmo sonoro e visual também são características fundamentais.
 
Para compreender melhor, os alunos fizeram exercícios de produção e finalizaram este conteúdo, selecionando músicas com a temática escolar, debatida em aula. A ideia era potencializar a letra da música a partir da produção de imagens, além do aperfeiçoamento da edição, através do uso da sincronia e ritmo.
 
A dupla Nicolle e Jéssica optaram pela música Metamorfose ambulante do cantor nacional Raul Seixas para passar a ideia de que não devemos manter uma mente fechada para os assuntos ao nosso redor. Estar aberto a opinião dos outros e ao processo de transformação é fundamental para estabelecer o debate e para o amadurecimento pessoal.
 
 
Na mesma linha de pensamento das meninas, os alunos João e Lucas, preferiram a canção Black Sabbath da banda de heavy metal, Black Sabbath.
 
 
Já a dupla Luan e Frederico escolheram a música School´s out de Alice Cooper e foram ousados ao expressar seus sentimentos de 'libertação' no período de férias escolares.
 
 

Documentários 2013

Depois de aprender um pouquinho sobre História do Cinema e sobre Cinema de Animação, os alunos da Oficina de Cinema do 8º e 9º anos tiveram contato com o Cinema Documentário.
 
Ao fazer o Minuto Lumière, os alunos refletiram sobre o uso das cenas cotidianas no contexto atual, e viram o documentário colaborativo "A vida em um dia" (2010) e o documentário clássico e atual "Criança - a alma do negócio" de Estela Renner (2008), além de assistirem exemplos de vídeo-reportagens, buscando identificar a estrutura clássica do documentário.
 
A presença ou não de um narrador, o uso de texto, abordagem do tema por diferentes pontos de vista, a coleta de depoimentos, o banco de imagens, a pesquisa no assunto, são algumas das características comuns aos documentários e vídeo-reportagens, na hora de abordar um tema em pauta na sociedade, como a legalização da maconha ou o uso da internet entre os jovens.
 
Os alunos precisaram se organizar em grupos, esboçar ideias de projetos, planejar, pesquisar, entrevistar, coletar imagens, montar o roteiro e editar todo esse material coletado e produzido.
 
Confira abaixo os resultados:
 
 
Legalize?
Alunas: Vítória, Érica, Juliana e Domenica
 
 
Surf
Alunos do 9º ano: Luis, Vanessa, Samuel, Giovani e Lucas
 
 
Os usos da internet
Alunos: João Victor, Gui Garcia e Luis Henrique
 
 
Esporte na vida
Alunos: Bruno, Beatriz, Gui Barcellos e Gabriel
 
 
O uso do uniforme
Alunos: Carlos, Paul e Desireé
 
 
 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Fotografia - Tema: Livre!

Em 2013, a fotografia é o primeiro conteúdo da Oficina de Cinema para os alunos do 2º E.M.
O objetivo é desenvolver um olhar mais sensível para a composição da imagem, aperfeiçoando suas práticas fotográficas e percepção visual, a partir de algumas regras básicas. As aulas se dividem em 3 etapas: exposição do conteúdo com exemplos, fotografar aplicando algumas regras, e por fim, socializar e discutir as fotos.

COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

A composição da imagem segue algumas convenções herdadas da pintura clássica e modificadas a partir do desenvolvimento das artes gráficas e digitais. Depende também em grande parte de pesquisas sobre a percepção visual relacionada ao sentido que se dá às imagens, estudadas principalmente pela Gestalt. São de modo geral comuns à cultura imagética ocidental e se referem a uma educação visual já assimilada durante a educação e a exposição aos meios de comunicação. Essa linguagem visual está presente, portanto, na maioria dos produtos da mídia. A seguir, algumas dicas que podem servir de parâmetro para criar o que se considera uma “boa” imagem já adaptada para a televisão.

Será que os alunos conseguiram aplicar as regras da melhor maneira possível?!

Regra dos terços - Os sujeitos/objetos principais se colocam na interseção das linhas que dividem a imagem, vertical e horizontalmente, em 3 partes iguais.


Autoras das fotos - Alunas: Luiza, Rebecca e Nina


 

Ritmo visual - As linhas verticais e diagonais promovem um ritmo enfático. Já as linhas horizontais e suaves sugerem um ritmo apaziguante.

Autores das fotos - Alunos: Mateus Correa e Thiago


Atitude do sujeito - As atitudes associadas ao objeto/sujeito podem modificar sua força efetiva. Atitudes débeis: visões de lado ou atrás, caído, olhando para baixo, agachado, movimento lento. Atitudes fortes: visão de frente, cabeça levantada, punhos cerrados. O tratamento de câmera ressalta ou anula esses efeitos: visto do alto, o enfurecido fica frívolo, se visto de baixo sua força dramática é aumentada. (Técnica conhecida como ploungè e contra-ploungèe).

Autores das fotos - Alunos: Carol, Marcus, Leopoldo, Sophie e Igor
 


 

Influência emocional de contraste tonal - Na criação da decoração e da colocação da luz: luz e sombra criam situações emocionais na imagem. Os tons escuros estão relacionados a um efeito pesado, sombrio, sórdido e sério. Os tons claros, ao contrário, proporcionam um efeito alegre, delicado, aberto e simples.
 
Autor da foto - Aluno: Matheus Bastos


Confira as fotos de ex-alunos aqui e aqui.
Post completo sobre as regras de composição de imagem aqui.