quarta-feira, 21 de abril de 2010
O COMERCIAL DE TELEVISÃO
terça-feira, 13 de abril de 2010
OFICINAS PRÁTICAS - 8 º e 9º E.F.
( ) Atividade 1: Em duplas, escolher imagens para criação de personagens. Listar características e objetivos numa história iniciada. “Dar vida”.
( ) Atividade 2: Em grupo (3 duplas reunidas), debater e unir os personagens e idéias criadas na atividade anterior numa história coerente com aplicação da narrativa clássica (personagem e objetivo – obstáculo – solução - desfecho).
( ) Atividade 3: Definir os personagens finais numa história coerente completa – ARGUMENTO.
Obs.: O que é argumento? É a idéia desenvolvida pelo(s) roteirista(s). Será a base para desenvolver a seqüência de ações dos personagens e acontecimentos da história.
OFICINA DE ROTEIRO – Transformar o argumento em roteiro
Obs.: O que é roteiro? É a adaptação do argumento em ações e diálogos. São as cenas que serão filmadas.
*Exemplo 1 de transcrição de argumento para roteiro:
Trecho do argumento: Alan vive triste e sente saudade da filha.
Trecho do roteiro: Alan entra na sala, com uma expressão triste. Dirige-se até o sofá. Vemos uma fotografia sobre o sofá (com Allan e uma criança no balanço sendo embalada por ele). Alan agacha-se e pega a fotografia, trazendo sobre seu tórax. Depois olha a fotografia, enquanto chora.
*Exemplo 2 de transcrição de argumento para roteiro com diálogo:
Trecho do argumento: Corina leva um susto no banheiro de casa.
Trecho do roteiro:
INTERIOR - QUARTO/BANHEIRO - NOITE
CORINA entra no quarto segurando uma toalha. Ela veste uma saia até o joelho e uma blusa de lã rosa com 3 botões. Coloca a toalha em cima da cama e desabotoa o primeiro botão da blusa, enquanto se dirige para o banheiro. Ela liga o chuveiro. Vemos sua roupa caída no chão. Ela pega o sabonete e ensaboa o pescoço. Vemos um vulto através do Box. Corina está de olhos fechados ensaboando o ombro. O vulto está mais próximo. Corina abre os olhos e fica com expressão de pavor. Vemos MATHEUS, um garoto de 12 anos dando gargalhadas e Corina com expressão zangada.
Não tem a menor graça, Matheus!
MATHEUS
Ai mãe! Foi só uma brincadeirinha!
Matheus sai rindo do banheiro e Corina desliga o chuveiro zangada. Ela se enrola na toalha e vai para o quarto.
( ) Atividade 4: Fazer a ESCALETA (resumo das cenas) antes de iniciar o roteiro.
Exemplo.: Primeiras cenas de “Crepúsculo” de Catherine Hardwicke 2008
1. Bella vai morar com seu pai.
2. No 1º dia de aula, Bella ganha um carro, faz amigos e conhece a família Cullen
3. No recreio, Bella e Edward trocam olhares
4. Bella entra na sala de aula após o recreio e Edward fica visivelmente transtornado. Bella se incomoda.
5. Bella vai na secretaria e escuta Edward pedindo para trocar de turma. Ela fica chateada.
6. No 2º dia de aula, Bella se encoraja para falar com Edward, mas ele não aparece.
7. Após alguns dias, Edward puxa assunto com Bella e ela fica surpresa. Os dois fazem um exercício de laboratório juntos.
8. Em outro dia de aula, Edward puxa assunto com Bella na fila da cantina. Bella é convidada pelos colegas para ir para praia.
9. Num passeio da escola, Edward pergunta sobre o passeio que Bella vai fazer, demonstra irritação e sai aborrecido.
10. etc...
( ) Atividade 5: Fazer o ROTEIRO – descrição das ações e diálogos.
Exemplo de desenvolvimento das cenas da escaleta (sem seguir o roteiro original):
Cena 1 – Bella vai morar com seu pai.
CHARLIE
(com receio, apontando para a cama)
Eu mandei limpar tudo pra você!
BELLA
(desanimada, olhando em volta)
É...eu percebi que está um pouco diferente!
CHARLIE
(com olhar baixo)
Faz tempo que você não aparece por aqui!
BELLA
(baixando o olhar)
É eu sei!
CHARLIE
(mostrando entusiasmo)
Está com fome?
BELLA
Um pouco.
CHARLIE
Vamos comer aquela torta que você adora então!
Os dois saem do quarto.
CHARLIE
Amanhã será seu primeiro dia de aula. Está animada?
BELLA
(esforçando um sorriso)
Claro Charlie!
Charlie come o último pedaço de torta, enquanto Bella toma um gole de refrigerante, observando as pessoas na rua.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
CINEMA BRASILEIRO
1. VIOLÊNCIA URBANA
Tragédias nacionais - Início da Déc. 10
Zé Pequeno em "Cidade de Deus" de Fernando Meirelles 2002
-As primeiras produções nacionais eram apenas vistas nacionais, feitas por estrangeiros em território brasileiro.
-O primeiro filme de ficção nacional foi “Os estranguladores” 1908, baseado num crime famoso da época no Rio de Janeiro.
-Observa-se a presença da violência urbana em diversos filmes atuais baseados em acontecimentos reais (tragédias nacionais tão evidenciadas na mídia) como: Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite e Parada 174.
2. LITERATURA BRASILEIRA
Adaptação de obra/filme - Início na Déc. 10
Brás Cubas em “Memórias Póstumas” de André Klotzel 2001
-Percebe-se que desde o início da produção nacional, eram realizadas adaptações de obras literárias brasileiras, que permanecem evidentes até hoje.
-Principais inspirações: Machado de Assis, Monteiro Lobato, Aluísio Azevedo, Dias Gomes, Eça de Queirós, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Joaquim Manuel de Macedo, José Lins do Rego, José de Alencar, João Cabral de Melo Neto, Lima Barreto, Mário de Andrade, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues, Jorge Amado, Marcelo Rubens Paiva, Jô Soares, Chico Buarque.
-Adaptações de destaque obra/filme: O Guarani 1916, O Cangaceiro 1953, O Saci 1953 e Jeca Tatu (c/ Mazzaropi) 1959, Vidas Secas 1963, Meninos de Engenho
3. CINEMA EDUCATIVO
Governo, nacionalismo e censura - Déc. 30 - 70
“O Descobrimento do Brasil” de Humberto Mauro 1937
-Interferência do governo na produção nacional: incentivos, teor educativo e censura
-Regimes de ditadura investem na produção de seus respectivos países (Alemanha e Itália), por considerar o cinema um grande veículo de manipulação e conscientização de massas.
-Getúlio Vargas na déc. 30 contribuiu para a produção nacional, com foco em “apresentar o Brasil para Brasil” e ajudar a esclarecer a população em relação à própria história, ciência, hábitos de higiene, além de fazer propaganda política nacionalista “o governo é bom para o povo”. Criou uma série de decretos e incentivos para estimular a produção nacional e obrigar a exibição de pelo menos um curta nacional antes de qualquer sessão de cinema.
-No decorrer dos anos instituições governamentais foram criadas para controlar e incentivar a produção nacional e exibição de filmes nacionais e estrangeiros no território nacional. Ex: INCE 1936, INC 1956, Embrafilme 1969, ANCINE 2002
-Hoje não se vê filmes com teor educativo nas salas de cinema, mas percebe-se a valorização dos vídeos institucionais do governo, produzidos com qualidade e passando mensagens positivas.
-A melhor contribuição do cinema educativo foi a interferência do governo no cinema nacional, garantindo a produção, criando o incentivo fiscal (dinheiro de impostos para fazer filmes) e controlando o conteúdo que entra e saí do país, porém a censura (calar a boca) foi negativa em diversos aspectos, entre eles, o exílio de diversos cineastas e a proibição na produção e exibição de diversos filmes.
-Principais contribuições: Edgar Roquette-Pinto (educador) e Humberto Mauro (cineasta)
4. CHANCHADAS
Comédias populares – Déc. 40 – 60
Atores: Oscarito e Grande Otelo
-Após tentativas frustradas de empresários tentarem estabelecer o padrão industrial de Hollywood no território nacional com a criação de estúdios como a “Vera Cruz” e “Cinédia”, a produção nacional se voltou para outro foco - filmes com humor, de caráter popular, geralmente satirizando os filmes norte-americanos. Eram adicionados temas do cotidiano nacional, usado um teor carnavalesco e o personagem do malandro carioca.
-Com a vinda do cinema sonoro no final da Déc. 20, os musicais explodiram no mundo e com as chanchadas não foi diferente. Diversas chanchadas musicais fizeram parte da produção nacional.
-Os críticos de cinema desprezavam as chanchadas, mas eram populares e campeãs de bilheteria, por isso duraram por muito tempo.
-Os atores popularmente conhecidos como “Grante Otelo” e “Oscarito” fizeram diversos filmes juntos e são os maiores destaques das chanchadas.
-Na déc.
- Um tipo original foi criado pelo comediante Mazzaropi, que encarnou o caipira simplório, de grande empatia com o público. "Sai da Frente", "Nadando em Dinheiro" e "Candinho" foram alguns de seus filmes de destaque.
-Na déc. 50 e 60, as comédias populares e seus respectivos artistas migraram para televisão brasileira.
Destaques: “Este mundo é um pandeiro” 1947 de Watson Machado, “Nem sansão nem dalila” 1954 de Carlos Manga
5. CINEMA NOVO
Movimento cinematográfico e estético – Déc. 50- 70
“Deus e o Diabo na Terra do Sol” de Glauber Rocha 1964
-Inspirado no neo-realismo italiano e nouvelle vague francesa
-Usava o slogan “Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão” – mais realidade, mais conteúdo e menor custo
-Explorava novas formas de filmar com câmeras mais leves e fáceis de manusear
-Era contra o padrão industrial de Hollywood
-Buscava uma identidade para o cinema nacional
-Retratava a realidade, promovendo a reflexão sobre os grandes contrastes sociais, a fome, a seca no nordeste, problemas urbanos, cultura de massas, marginalidade, miséria e a violência.
-Uso de personagens como o jagunço, operário, imigrante, marginal, ntelectual, cidadão de classe média, político
-Principais cineastas: Glauber Rocha, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra e Rogério Sganzerla
-Principais filmes: "Deus e o diabo na Terra do Sol” e “Terra em transe” de Glauber Rocha, “Vidas Secas” e “Rio 40 graus” de Nelson Pereira dos Santos, “Os fuzis” de Ruy Guerra, “A grande cidade” de Cacá Diegues
6. OUTRAS INFLUÊNCIAS
Existem outras contribuições para o cinema nacional como os ciclos regionais, cinema marginal, cinema undigrundi, cinejornais (documentários), pornochanchada e cinema da retomada, porém as listadas são mais facilmente notadas nas produções atuais (circuito comercial).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebe-se que os filmes feitos hoje, sofrem influência de todas as fases da história do cinema brasileiro. Há os filmes de caráter cômico e personagens caricaturados como Didi, Xuxa e atores globais, além da linguagem aplicada na telenovela. Há também os filmes que abordam a realidade da violência urbana no país. Filmes de baixo orçamento, financiados pela lei de incentivo fiscal e valorização da cultura nacional. Mais difícil que fazer filmes, é exibir e competir com produções financeiramente superiores, como as de Hollywood e conseguir interessar os espectadores brasileiros diante de um leque de opções unidos a falta de conscientização e mobilização da população para estimular e continuar estimulando a produção nacional.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Como fazer uma vídeo-reportagem?
Importante saber:
Notícia: narra um fato
Vídeo-reportagem: aborda o fato com diversos pontos-de-vista; notícia desenvolvida.
Passos:
1º Passo: escolher um fato (notícia), delimitar o tema (direto ou indireto), traçar pautas.
2º Passo: escolher as formas de abordagem: lugar, imagens, assuntos, entrevistados, etc.
3º Passo: produzir o material: agendar e gravar as entrevistas, fazer as imagens relacionadas ao tema (ter cuidados com direitos de imagens), gravar passagens.
4º Passo: editar o material: ouvir as sonoras dos entrevistados, sintetizar o assunto, criar o esqueleto (texto da reportagem) com sonoras e offs, cobrir os off com as imagens produzidas.
5º Passo: finalização: inserir trilha para acompanhar os offs, regular o áudio, cobrir possíveis cortes, inserir transições e efeitos, inserir gcs (nomes entrevistados – profissão/função; nome repórter – cidade)
Proposta de exercício:
1-Escolher uma notícia e delimitar um tema.
Ex.:
Notícia – Supermercados criam sacolas retornáveis para diminuir o consumo de sacolas plásticas.
Tema: Consumo consciente reduz o impacto ambiental.
2-Selecionar 4 pontos-de-vista (entrevistas) diferentes sobre o tema.
Ex.:
*Especialista explica o impacto negativo que as sacolas plásticas causam no meio-ambiente.
*Dona-de-casa explica o lado positivo e negativo de utilizar as sacolas retornáveis.
*Engenheiro ambiental explica a contribuição que as sacolas retornáveis podem trazer para o meio-ambiente.
*Caixa do supermercado explica o comportamento que observa das pessoas em relação as sacolas retornáveis e plásticas. Usam ou não usam?
3-Fazer as gravações
Ex.:
*Passagens do repórter na rua/supermercado/casa/cozinha.
*Imagens internas e externas do supermercado/casa/produtos/sacolas/entrevistados/multidão/rua
*Contraplanos dos entrevistados para apoio nos offs.
*Imagens da dona-de-casa no supermercado fazendo compras com sacolas plásticas e com as sacolas retornáveis. Local, Escolha dos produtos, Caixa, Guardando as compras, chegando em casa, destino das sacolas.
*Imagens dos lixões, poluição, plástico, fábrica de sacolas
*Imagens das sacolas retornáveis, sendo usadas de outras formas, sendo armazenadas e transportadas.
4- Editar e finalizar
Ex.:*Editar as sonoras dos entrevistados, colocando as informações essenciais, objetivas, diretas e claras. Sintetizar ao máximo, fazendo uso de offs se necessário.
*Criar o texto para o off, gravar, escolher a melhor passagem, montar o esqueleto, cobrir os offs com as imagens. Inserir trilha, gcs e fazer ajustes no áudio e nas imagens.
Observações: Procurar introduzir o assunto e encerrar com imagens e sobe som, resumindo a reportagem (pequeno clipe). Usar linguagem informal corrente de forma objetiva, clara e sucinta. Cuidar com aparência e optar pela dinâmica da informação. (deixar o assunto interessante)
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*Vídeo-aula bem-humorada e crítica do Rafinha Bastos aqui.
*Obra original aqui.
Vídeo-reportagem X Documentário
"Tanto o vídeo-reportagem como o documentário têm como principal objetivo contar uma história com começo, meio e fim, buscando o aprofundamento: as causas e conseqüências do tema em questão e destinados para um público-alvo.”*
Diferenças básicas: abordagem, formato e produção
1. Abordagem do conteúdo
Vídeo-reportagem – relaciona o conteúdo com algum assunto em pauta na mídia, de acordo com pauta anteriormente estipulada.
Documentário – tem caráter autoral e procura falar de assuntos paralelos, polêmicos ou que deixaram de ser abordados e têm importância para a sociedade.
2. Forma de abordagem
Vídeo-reportagem – tentará abordar o assunto de vários pontos de vista, na tentativa de ser imparcial e atingir uma expectativa prévia da pauta e do espectador. Trabalha com um tempo pré-determinado, que se encaixa na grade da emissora.
Documentário – geralmente se posiciona (toma partido) diante do assunto e tem autonomia em relação ao tempo. Procura instigar ainda mais, levantando questionamentos, inquietações e promovendo a reflexão.
3. Produção
Vídeo-reportagem – Geralmente utiliza a estrutura clássica da reportagem em televisão, ou seja, a construção de off’s (textos), sonoras (entrevistas) e passagem do repórter. Segue as pautas e de acordo com o material encontrado, cria novas pautas.
Documentário – Não segue uma estrutura padrão. Parte de um pré-roteiro que pode ser modificado de acordo com o material encontrado, mas seguindo a proposta inicial. Tem produção semelhante/igual ao cinema: pré-produção (planejamento), pré-roteiro (organiza idéias), produção técnica (orçamento, materiais).
Exemplos: Tema: consumo/impacto ambiental
Vídeo-reportagem: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1509603-15605,00.html
Documentário: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=647
Referências:
Site: *http://www.arianefonseca.com/index.php/mundo-academico/video-reportagem-e-documentario-qual-e-a-diferenca - 2009
Artigo: “Documentário e vídeo-reportagem: uma contribuição ao ensino de telejornalismo” de Ana Paula Silva Oliveira; Ivete Cardoso do Carmo-Roldão; Rogério Eduardo R. Bazi, 2006.
Texto: O que é documentário? de Fernão Ramos, 2001.
Narrativa Clássica - Estrutura Básica
ESTRUTURA DA NARRATIVA CLÁSSICA
Personagem e objetivo: Geralmente no início de algum filme os personagens principais são apresentados e contextualizados. São apresentadas características físicas, psicológicas e sociais. Com algumas definições, já é possível vislumbrar os objetivos de cada personagem, coerentes com suas personalidades, em relação a história contada no filme. Eles podem permanecer os mesmos até o final ou serem alterados de acordo com a trajetória da história.
Obstáculo: Quando cada personagem já foi apresentado e já foram traçados os objetivos principais, os obstáculos que impedem a concretização destes objetivos específicos são apresentados como forma de entreter e prender a atenção do espectador. Justifica a razão de existir do filme. São os obstáculos que promovem e justificam as ações dos personagens de acordo com seus objetivos.
Solução: Após os obstáculos serem apresentados, a solução para cada um deles é apresentada.
Desfecho: É o final do filme, que mostra se a solução foi concretizada. Filmes clássicos geralmente terminam com finais felizes.
Alguns exemplos de aplicação básica de narrativa clássica:
*Filmes que tem como protagonistas, um casal apaixonado que não consegue ficar junto por algum obstáculo. Ex.: classe social, guerra, família, doença, etc.
*Filmes que contenham Herói X Vilão Ex.: Super-homem, Homem-Aranha, Batman, etc.
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Referências:
"A narrativa clássica hollywoodiana" de David Bordwell
Oficinas - www.telabr.com.br






